Hipátia de Alexandria: a matemática e astrônoma assassinada em 415
Hipatia de Alexandria
No coração do mundo antigo existia uma cidade onde culturas se misturavam e o conhecimento era tratado como poder: Alexandria. Foi ali que viveu Hipátia, uma das primeiras cientistas documentadas da história.
Nascida por volta de 370 d.C., Hipátia era filha do matemático Theon of Alexandria e cresceu cercada por astronomia, geometria e filosofia.
Nascimento: c. 355–370 d.C. Morte: 415 d.C. Áreas: matemática, astronomia e filosofia Local: Alexandria, Egito
Uma mente extraordinária
Hipátia lecionava filosofia neoplatônica e matemática para estudantes de todo o Império Romano. Entre seus trabalhos estavam comentários sobre obras de Diophantus e Apollonius of Perga.
Ela também ajudou a aperfeiçoar instrumentos científicos como o astrolábio, usado durante mais de mil anos por navegadores e astrônomos.
Conflito político em Alexandria
No início do século V, Alexandria estava dividida entre o prefeito imperial Orestes e o bispo Cyril of Alexandria.
Hipátia era próxima de Orestes e respeitada por pagãos e cristãos. Mas isso também a tornou alvo em meio à disputa política e religiosa.
O assassinato
Em março de 415 d.C., um grupo de fanáticos religiosos liderado por Pedro, o Leitor, interceptou Hipátia enquanto voltava para casa.
Ela foi arrastada para dentro de uma igreja e brutalmente assassinada. Seu corpo foi desmembrado e queimado.
“As fontes primárias registram sua morte como uma tragédia.”
O legado
A morte de Hipátia simbolizou para muitos historiadores o declínio da tradição intelectual clássica em Alexandria.
Séculos depois, filósofos iluministas como Voltaire usariam sua história como exemplo dos perigos do fanatismo.
Hoje, Hipátia é lembrada como símbolo da ciência, da liberdade intelectual e da presença histórica das mulheres no conhecimento.
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